Thursday, September 02, 2010
Música Para Loucos
Sunday, August 29, 2010
O Vermelho da Carne
Wednesday, August 25, 2010
Auto-Exposição
Afirmar-se como indivíduo notável
Juliano Hollivier - São Paulo
Thursday, August 19, 2010
Amor
Wednesday, August 11, 2010
Reconhecer-se
Tuesday, August 03, 2010
Ser Um Modelo Vivo
Tuesday, July 27, 2010
No Ônibus
Sou Juliano Hollivier, 32 anos, podem me chamar por Beggar ou Mendicante, ou Pedinte, como preferirem. Poderia estender minha apresentação dizendo o que sou ou fui, ou o que fazia. Mas só vou me ater ao que faço agora: peço ajuda, para mim e para os outros. O dinheiro que conseguir aqui vou usar para comer num restaurante honesto, pagar meu condomínio, luz, mercado, quem sabe também pagar um curso de interpretação com um diretor teatral russo pra melhorar minha atuação aqui, preciso também pagar a conta do meu celular e comprar a ração cara do meu filhote, um Lhasa Apso lindo, de pêlo longo e escovado. Vou comprar também, claro, alguns comprimidos de êxtase ou maconha, não que eu fume, mas nunca se sabe quando vamos precisar né? Não trabalho mais em empresas chatas, para chefes insuportáveis, negligentes e desumanos, sob regras e normas transformadas por eles mesmos em leis constitucionais. Por isso hoje vocês podem apreciar minha honestidade, coisa rara no mundo em que vivemos! E como tenho feito todos os dias desde que decidi fazer isso, separo 20% do que ganho aqui e entrego, não pra igreja, mas para a Casa dos Desabrigados, uma ONG do Vale do Anhamgabaú que ajuda quem não tem teto. Podem conferir, eu indico!
Também poderia argumentar aqui sobre meus problemas pessoais, de saúde e etc, motivos que me levaram a fazer isso, as dificuldades e tudo mais. Mas isso todos nós temos, não é mesmo? Com certeza não é a melhor argumentação e sim a mais chata. Quando começar a falar dos 12 filhos que tenho que alimentar em casa vocês já torcem o nariz, aumentam o volume do MP3 e acabam não me dando nada. Todos temos problemas mas a única diferença entre mim e vocês é que hoje, mais uma vez, eu tive coragem de pedir ajuda dizendo apenas a verdade. Tenho ganhado mais assim que no meu último emprego registrado em carteira. Pensem nisso. Quem quiser então me passar R$ 10,00 ou mais por favor, agradeceria muito se fosse em notas trocadas.
Muito obrigado."
(O Pedinte - após uma corrida de ônibus entre a Av. Paulista e o Pq. Dom Pedro, onde havia um rapaz muito jovem, extremamente lindo, loiro, de olhos azuis, corpo atlético perfeito, pedindo dinheiro com um discurso triste de novela das oito. Meu Deus, como era lindo o menino e como dava pena e tesão a situação. O que significa tudo isso?)
Juliano Hollivier - Sao Paulo
Friday, June 18, 2010
Solitaria
Friday, February 26, 2010
Feixe
Tuesday, December 22, 2009
Fade out
ver a nudez do silêncio, ouvir os aplausos abafados
sentir que tudo passou
e que tudo não passou de uma breve cena.
Às vezes, poucas vezes, gostaria de um tempo,
de um vento no vácuo, no ócio, no gelo
como se fechasse os olhos e os sentimentos cessassem
transportando-os para cima da vida, para além palco.
Cada vez mais esta peça se complica,
se dificulta, se edifica deixando-me em dúvida
se vou conseguir seguir até o fim,
se vou ser digno do papel a mim Proposto.
E só muito poucas vezes eu quero desistir,
quero saltar pro esmo sem pensar,
quero não ter que virar o rosto e ver que sofri,
só que não consigo por que sou dado a sofrimentos
e acho que isto me deixa esperançoso, crente na felicidade.
Sempre que olho para trás vejo
tantas cenas já apresentadas e vividas
mas é que às vezes, juro, somente às vezes
sinto uma irremediável fraqueza e desesperadamente
o que quero é turn off the lights!
Não sei se os conflitos param,
não sei se as dúvidas se acalmam
ou se as vontades mundanas da alma se aquietam.
Não sei se as dores são tratadas,
se os amores se apagam, não sei.
Só sei que sou homem nú, impotente e cansado
e que muito poucas vezes necessito do black out.
Mesmo que seja escuro esse tempo
talvez seja necessário para que se faça a luz.
Às vezes os por quês dirigem as cenas
pra lugares que não queremos, não gostamos
e assim são feitos finais infelizes, de pouca aceitação.
Portanto, me seja dada a liberdade de sair de cena
sem explicações ou entendimentos alheios
para que, se necessário for, retorne
em outro corpo, em outra mente, em outro palco.
E neste momento vejo daqui, de cima do procênio
que o interruptor principal fica depois das portas
do outro lado da platéia, do lado de lá da vida e da arte.
E muitas vezes as vejo sendo abertas cegando a todos
com a visão da realidade, com a claridade lá de fora.
Mas em alguns momentos me vejo saindo por elas
antes que espetáculo acabe por completo, segundos antes
dos aplausos, atravessando tranquila e lentamente
sem que percebam a ausência de minha personagem,
e assim vou seguindo sozinho num fade out.
E o que fica é uma música ao fundo.
Juliano Hollivier - São Paulo
Sunday, December 20, 2009
Retroinspecção
Monday, October 26, 2009
Playground
Wednesday, September 30, 2009
Subterfugium
Tuesday, August 25, 2009
Veredictum
E ele se deitou à frente do seu objeto, ficando personagem e ator frente a frente, um dizendo e o outro ouvindo. Eram dois, eram um, numa cena da vida que abria espaço naquele momento de estudo de gênesi. Um parêntese aberto quando o ator se aprofunda na história para dar vida ao personagem que todos somos. E então personagem fala ao ator num desabafo nú, sem as máscaras do teatro:
"Sinto como se estivesse perdido, indo em direção a algum lugar onde sabia o caminho, o que era, quando era e pra quê e de repente, sem mais nem menos, em fração de segundo não se sabe mais nada, nem onde está, que sentido seguir e o por que seguir.
Um vazio por dentro, uma sensação de impotência por ver que a distância de meu desejo e sonho aumenta a cada nova situação nesta vida.
Disse a verdade que não podia ser dita, uma realidade fria e um pouco cruel. Na verdade a única coisa de que temos certeza, só que um pouco abreviada e ilustrada com alguns preconceitos, algumas cenas de filmes e histórias tristes mais o insuportável medo da antecipação do fim.
A certeza da morte é natural, é comum. Mas saber que ela talvez possa acontecer antes do tempo que gostaríamos não é nada natural e nem um pouco simples.
E dita esta verdade acontece então o que mais temia: a separação de corpos, a visão de seu desespero fazendo-o se questionar da merda cometida, a dúvida e o medo tomando conta de ti enquanto me olha com certo descontrole e nojo contido, com decepção e o que é pior, com compaixão! Tudo isso alguns minutos depois de ser muito desejado, amado e completado.
Visivelmente saudável a aparência não revela o medo e isso juntamente com mais outras qualidades, o fez crer que eu era alguém especial entrando em sua vida. E realmente era.
Diagnóstico de uma doença contagiosa, sem drama, mas daquelas que antecipam suas aspirações. O veredictum. E mesmo com toda informação à volta, ela amedronta. Um muro imenso e denso se ergue de seu corpo e coração, acho que da alma também, entre mim e você. Do lado de cá deste muro estou eu nesta fração leviana de segundo, sem saber mais nada, nem onde estou, que sentido seguir ou por que seguir. Do lado de lá, não quero, não consigo nem posso sentir.
"Só" é a palavra que resume a sensação que me deixa assim, e meu sonho de viver o amor intensamente com alguém se distancia, como disse, mais um pouco."
Juliano Hollivier - São Paulo
Thursday, August 06, 2009
Superabundância
Busco há algum tempo a manutenção de uma existência baseada no que amo fazer,
subsidiada pela profissão das artes cênicas e alimentada quase unicamente pelo que me faz feliz.
Mas ainda não me sinto feliz, ou quase totalmente feliz.
Será realmente impossível sentir-se plenamente assim?
Satisfeito no ofício artístico e sempre buscando mais desafios, mais reconhecimento.
Amizades saudáveis e sinceras, família cheia de amor e perfeita.
E ainda assim a sensação da ausência, da falta de "algo", de solidão.
Poderia mesmo ser a inexistência da minha metade, do que falta em mim?
A metade que pede sempre sua complementação,
A dúvida que só se cala no peito de um amor perfeito.
E perfeito não significa sem defeitos mas simplesmente existente.
E questões necessitam sempre de respostas?
Impulsionam nossas buscas, sei, mas também causam inquietação.
Machucam, me anestesiam após a dor e passam.
Quando então geram o ócio, o vazio.
E é este vazio o grande problema, o passo para a loucura, para o recomeço.
E o que é para mim insensatez ou actoirreflectido?
Se apaixonar por alguém e sofrer muito não usufruindo da paixão;
Permitir-se sonhar acordado pela evolução ao amor;
Esperar ligações telefônicas, contatos inusitados,
aguardar flores, um presente, um elogio,
buscar imprudentemente scraps, depoimentos escondidos,
fuçar como numa alienação mental as fotos, os recados numa página de web pessoal qualquer.
A busca pelo amor romântico nos deixa insanos.
Mas quero continuar achando possível a plenitude da felicidade,
na metade que me falta e se encontra no outro.
Por que sim, a mim todas as questões se formulam nas respostas.
E o que pra mim é extravagância pode ao menos se tornar sereno quando o tempo passar.
Juliano Hollivier - São Paulo
CICLO
Juliano Hollivier - São Paulo
Saturday, July 11, 2009
Emaranhado
Realidade versus Virtua Monde.
Atrás da janela d´alma, na internet,
criamos alguém que talvez não exista,
ou somente então em nossa imaginária mente.
Vejo há alguns dias, rosas.
Vejo também o rosto da carência, do estar sozinho, do carinho.
Imagino alí um porto, um jardim, um mar,
de possibilidades, de curiosidade, de trocas.
A câmera aproxima a marca tatuada.
São rosas, como disse, que contornam o corpo despreparado.
Despreparado para o abandono, para a recusa, para o despreparo alheio.
Elas se entrelaçam num emaranhado de sofrimento, dor,
numa linha contínua que comprova a vontade de sobreviver, de vencer, feliz,
aprendendo mesmo que sozinho a traçar seu caminho.
Do lado de cá, na mistura dos pré-históricos de vida,
o medo surge delicadamente como se pintado junto àquela body art.
Se confunde aos espinhos do desenho, às imagens ainda não comprovadas.
Aguarda confuso ao encontro real, ao cair da cortina.
Espera a confirmação da personagem idealizada numa mente carente.
Assim como as rosas, que se iniciam nos arredores do passado
indo em direção ao coração, a vontade cresce com a química, ainda virtual,
de esmorecer naquele peito repleto, ao que parece, de calor, de amor e afago.
A fotografia conquista, mostra os lábios
tão belos como a imagem digitalizada à minha frente.
A conversa surpreende, confirmando nosso interesse
um no outro, um do outro, um com o outro.
Mas o medo persiste, fazendo-me questionar o por quê, o de quê.
Tentativas de resposta, especulações no passado
e mais uma vez me pego pensando na tatuagem, nas costas e no peito.
Concluo que a insegurança é fruto da impossível materialização
de tudo o que desejo, de tudo o que espero como perfeito.
Sei que isso não existe e que o que me cabe
é imaginar, criar, expectar mais uma vez e se assim continuar
me decepcionar, ou não, quem sabe?
Porém que a possibilidade existe não posso negar.
Talvez a continuação daquela marca na pele
possa ser feita com minha contribuição.
Talvez possa aproximar as rosas do lado esquerdo de seu corpo,
talvez possa preencher meu mar, meu jardim, meu porto.
A realidade que se dane,
Mas preciso fazer o que se tem a fazer,
Virtual ou real já me restam poucos ou muitos paradigmas, não sei.
Então que o anjo possa se instaurar aqui, agora!
Juliano Hollivier - São Paulo
Vício
Um dia Ela lendo a mensagem que chegava depois de um fim de semana intenso, a dúvida que antes pairava no ar cedeu espaço para o salto de cabeça: " - Quero me envolver em você e assim ficar, permeando seus limites, seu carinho!". Claro que isso foi o que Ela materializou das simples palavras digitalizadas no LCD do celular. Claro que Ele estava sendo sincero também, mas existe a diferença do que se diz para o que se compreende.
Outro momento e Ele lança outra certeira naquele coraçãozinho carente: " - Só liguei para dizer que o sintoma é de Saudades". Ela já cansada de lutar contra, suas mãos já perdidas nos cachos de seu cabelo. Seu olfato completamente viciado no cheiro de sua pele, no aroma de prazer sem volta. Sua boca mataria pelo próximo beijo ou por um simples encostar nos lábios que haviam-na enfeitiçado. Almejava desesperadamente mais uma noite, e mais outra noite, e tantas mais em que pudesse se fazer amada. Ele trouxe o doce na boca daquela criança, lambusou seu ego, disse que casaria, que amaria, disse que "viajariam juntos até o outro lado". E Eu? O que podia Eu fazer? Dentro e vendo tudo, sem poder controlar. Sem conseguir situar, sem querer agir.
Foi quando o sumisso daquele Anjo pôs fim à fantasia daquela Alma. E quando Eu se tocou realmente que não tinha mais controle sobre si, que estava novamente perdido. Agora era Eu, não mais aos poucos, que apresentava os sintomas de Tristeza, de Falência, de Loucura.
Eu, agora não mais Alma, agia desesperadamente correndo contra a realidade do abandono, ou do sonho tão querido materializado. O senso do certo e errado não existia mais, absorto na ferida da lembrança. Eu vai se aproximando rapidamente do limite do outro lado: da insanidade. " - Deus, POR QUÊ? Por que brincam comigo assim? POR QUÊ, Me diz?". Desespero, noites insones, lágrimas e saudade, vão aos poucos trazendo aquela Alma de volta de sua viagem, vinda do lado de lá acreditando ainda menos, não acreditando sequer em si mesma. Ele, o anjo, some mesmo. Ela, Alma, talvez se recupere lentamente aos poucos. E Eu? O que poderá Eu fazer senão dormir, com esperança de um sonho novo? um sonho bom? de um dia novo? e, quem sabe, de um Anjo real?
Juliano Hollivier - São Paulo
Friday, June 19, 2009
Seu
abraçado, sentindo o calor dos corpos nus
beijando de vez em quando
com os pés e pernas entrelaçados.
Bateu a saudade do cheiro gostoso
da pele, da boca, tão linda,
de afofar a mão nos cachos do cabelo, tão pequenos,
de alisar as costas, a face, a bunda.
Triste passar essa noite insone
sem a certeza da companhia gostosa,
sem as coisas de menino novo, lindo;
com a dor de uma solidão de ressaca.
Impossível dormir, difícil parar de pensar
difícil parar de sentir.
Só queria estar do seu lado
olhando seu rosto de anjo dormindo,
acariciando e beijando seus lábios.
Juliano Hollivier - São Paulo
for Gui
Monday, June 08, 2009
Até o Fim
Cabeça desperça, a mente desliga
da côr, do cheiro, da forma do amor.
Ligação homem-mundo cai,
Equilíbrio e ponto se desviam,
Segundos fracionados
num sumisso de história.
Como se nascesse alí, naquele instante,
sem ontem, antes e dores.
Frente ao tic-tac inóquo
você se percebe, no outro.
Assim foi, olho na boca
mãos no peito, na nuca.
Vontade e curiosidade,
seguidos de encontro, abraço, beijo.
Lentamente a frequência volta
noutra velocidade, vibração.
E continua seguindo aos pares
Sua energia vibrando na outra.
Desta forma, nas linhas que escrevo
ou que se Escreve pra mim
Paixão, toque, prazer completo.
Mais um poema que se forma, sim!
Para esta possível nova história, sim.
Mesmo que se acabe num segundo dia, sim.
Mais vale a sensação daquele abraço,
A noite dormida agarrado,
onde os beijos surgem entre os sonhos
sonhados a dois.
Me permito sim viver assim,
onde dia sim, dias não,
que menos se espere para que tudo aconteça:
Amar, ser amado, ser feliz até o fim.
Juliano Hollivier - São Paulo
for Gui
Tuesday, April 07, 2009
Nature Morte
Clique no link para ver a Performance deste poema - Virada Cultural São Paulo 2009 - Copyright Sao Paulo 2009 Juliano Hollivier: http://www.youtube.com/watch?v=StJKQ5UaDDY
Hoje, ontem, amanhã
Como folhas secas jogadas ao vento
Ocupamos espaços de maneira estranha
Viajando a esmo no tempo.
Somos seda, luz e flor
Somos alma, tinta, dor
O que fazemos da existência senão Arte, Beleza, Amor?
Para que sejamos reconhecidos
Caminhando como estrelas no universo.
Feche os olhos
Respire a alma
Escute a música
Viva as cores, as telas, os amores.
E a natureza, mesmo morta,
Ressurgirá ao seus olhos,
Aos meus olhos,
Aos olhos de todos.
Feche os olhos
Respire a alma
Escute a música
Viva as cores, as telas, os amores.
E a natureza, mesmo morta,
Ressurgirá ao seus olhos,
Aos meus olhos,
Aos olhos de todos.
Assim viva então o momento da Criação.
Juliano Hollivier - São Paulo
Wednesday, January 03, 2007
Colors
"... olha a luz do sol naquele campo!??!
parece desenterrar o verde que vem aos poucos.
Tao lindo o frio mesmo frio divide com ele a paisagem."
Assim se faz, se fez, foi feito,
o momento gravado para sempre na memoria,
uma frase a si mesmo somada a
uma musica dita Cores com Norah Jones.
O cinza do inverno abria ali espaco
pro entardecer que coloria tudo a sua volta,
e o vento umido quase negativo desviava o peito aberto.
O chao molhado por uma chuva fina que acabara a pouco,
refletia as duvidas, as incertezas de uma mente intermitente.
E os passos...! Ah, os passos eram dados um apos outro,
em direcao a cidade e as vezes uma olhada ou outra
pro caminho que ficava pra tras como se conseguisse
ou quisesse deixar realmente tudo onde devesse ficar.
Outra volta pelas ruas de uma cidade pequena,
charmosa, timida, curiosa.
A esquerda os campos quase verdes de uma escola imensa,
pela direita, descendo ao cheiro de folhas de arvores molhadas,
o olhar faminto de respostas, de encontros, de certezas.
Cruzo a rua de lojas, sorrisos medianamente verdadeiros,
passo a ponte sobre o rio Stortford, viro novamente
em direcao a um ponto seguro, uma companhia segura, real.
Alguns minutos ali em frente ao Mac Donalds, um olhar brincalhao,
um lanche sem pagar, outra frase engracada e muitos risos.
Como se aquela companhia, tao especial de uma vida inteira,
anestesiasse a caminhada habitual.
Como se aquele amor familiar sobrepusesse as lacunas que
ainda nao podem ser preenchidas,
calasse alguns milhoes de por ques e acalmasse o espirito.
E' certo que sim, amor incondicional preenche quase todas,
so' que trata-se de alma, corpo e mente feitos de uma busca eterna.
Alguem que nao se basta com o amor familiar incondicional, ainda.
Alguem que sai pelo mundo sob o "risco do manicomio"
fugindo com certeza do "risco do carcere".
Subo no carro, dois sorrisos inteiramente verdadeiros e
a cidade ja escura agora, sem o verde que lutava pra parecer belo,
vai ficando pra tras no retrovisor de um olhar calado.
"... pardon me, mas eles sempre voltam, luz, sol e frio. E o verde
sera sempre belo nos campos proximos ao coracao. Basta olha-los
e enxerga-los."
Juliano Hollivier
Bishop's Stortford - England
Dedicado a Marli Brocchi, minha tia.
Monday, December 25, 2006
Tempos Diferentes
que nao se mata nada o que ha dentro da alma.
Um sentimento tao forte por alguem nao acaba
assim com o vento que limpa a sujeira
quando arrasta os cacos, as cascas, os sacos.
Nao se disfarca o azul da agua de um sonho
sendo o deserto ao fundo o ponto de fuga,
acordando e dando de cara com a falta do seu corpo.
Rua vai, tropeco vem e o que sempre resta e' saudade.
Perfume na mente, perfume no toque, no labio, no escuro da insonia.
O cheiro que leva as lembrancas de um lado pro outro,
pro teto de uma esperanca e quando la em cima despeja tudo
ate cair o pano da fantasia, a mascara da alegria que
com o passar dos dias ha muito deixara de ser vivida.
As semanas se passaram para mostrar
que somos despreparados diante da luta contra nos mesmos,
por que la atraz, a prata que vinha do seu olhar prescrevia
noites de sofrimento que alimentariam um ego dado a autocompaixao.
As musicas, os filmes, o peito acolhedor, o sexo
fizeram crescer um sentimento que nao poderia ser vivido nesse tempo.
O coracao de um querendo estar numa historia
de redencao talvez, preenchendo a "folha em branco".
A alma do outro pronta pra viver o prazer sem medidas,
dividindo vida, conquistas, gostos, cheiro, morte.
Rua vai, tropeco vem e o que se ve sao tentativas sim
das duas pessoas dividirem juntas o tempo
de um sentimento em comum cada qual a sua maneira.
A expectativa de um elogio, um presente de aniversario, um jantar indiano,
um vidro de perfume, uma viagem de ferias, uma mesa em cacos,
um abraco na porta do elevador, um dedo quebrado, a alma machucada,
um giro atras do outro fazendo desta mais uma noite nao dormida.
Os meses se passaram para trazer a tona
o gozo do erro em achar que essa distancia fisica
lava a mente viciada, sendo a droga algo tao puro e belo como o amor por alguem.
Ha milhares de lagrimas longe de ti
agora vejo que um sentimento so' e' mesmo pleno
quando se esta perto pra tocar, sentir, ouvir, chamar e que
se ama a meu modo e tambem se ama ao seu modo.
Os anos se passaram para mostrar
que definitivamente vivemos em tempos diferentes,
dias, semanas, quem sabe meses de diferenca um do outro.
Duas pessoas que coexistem num sentimento prescrito
so' que com uma distancia de tempo entre si.
Porem nao esperemos que passem mais anos de nossas vidas
para que esse erro na linha do tempo nao possa ser reparado, corrigido.
Sonho acordado na insonia de um amor latente
e nele voce aceita meu calor, pra sempre.
Juliano Hollivier
London - England
Monday, December 18, 2006
Quando a Mente nao Desliga
Caralho mais uma vez olhou para o lado errado.
Cuidado, aqui os carros vem pelo lado contrario.
Cruza um olhar, desvia outro,
esbarra seu monte de blusas nos casacos de um frio denso.
Preste atencao, novamente outra rua e ao seu lado Trafalgal Square.
E' tanta gente indo e vindo e todos buscam algo,
esperam algo de um esforco sobre-humano.
Um rosto escuro indiano, outro branco polones,
um sotaque estranho pedindo ajuda sobre uma rua
e as vezes, muitas vezes, brasileiros correndo.
Como voce corre agora!
Vai, atravessa aquela praca.
Nao para, olha pro mapa, sente o frio, sente a alma.
Olha o caminho em que se colocou e nao chora.
Vai, nao chora agora. Cuidado, o onibus de dois andares.
Desse jeito sera atropelado e nao vai nem saber
atras do que esta correndo.
E' emprego? Sobrevivencia? O que e'?
Me desculpa, mas eu tambem nao sei...
Ouve um nao, um talvez, quem sabe.
E' felicidade? Dinheiro pra comer mais tarde?
Ou e' algo pra provar a si mesmo que e' capaz?
Sim, voce e' capaz nao tenho duvida.
Mas e a felicidade?
Dentro de voce! Hum, desculpa, sei que e' dificil.
Para, pelo amor de Deus, para agora.
Pare agora de chorar.
O vento bate, assim congela seus sentimentos.
" - Sorry, he doesn't know what he is doing."
Esse silencio so' esta em voce pois a cidade grita, buzina.
Bicicletas-taxi, luzes,
belas fotos, cafes, gays e liberdade a flor da pele.
Senhoras bem vestidas falando ao pe da torre sobre o Thamys.
E voce nao deve parar. Por favor nao desliga.
Nao desliga essa luz, voce precisa enxergar.
De repente dentro do onibus, no andar de cima,
o Big Ben aceso de um lado, o vidro embacado escorrendo agua pelo frio,
e uma musica toca pedindo-lhe beijos.
Kiss me... e a esperanca se renova em voce.
De novo? Lindo sim, apaixonante com certeza.
A musica te puxa pra cima, cuidado.
O tombo pode ser maior, cuidado.
Uma mao segura a sua, esquenta o corpo ha muito gelado.
O coracao bate forte, esperancoso.
Foi alguem que viu seu jeito menino, sensivel,
sedento de carinho e ajuda.
Atencao! E' mais um amigo e basta.
Pare agora mesmo, salte desse onibus agora.
Siga pela rua, continue a buscar.
Nao pare nunca de buscar, mesmo que nao
saiba oque. Pois essa esperanca que sempre se
ascende com um toque leal te mantera
quente, te mantera vivo. So' pare de chorar
por que nao consigo te ver chorando
sem me emocionar. Hei, eu nao tenho como
te abracar, sou voce mesmo lembra?
Juliano Hollivier
London - England
Monday, November 27, 2006
Meus olhos aos seus
Arrivederci Bari.
Juliano Hollivier
Bari - Italia
Saturday, November 25, 2006
Teatro Amador
Trocas de figurinos, trocas de objetos cenicos, trocas de luzes e atmosfera. Porem a personagem ainda e a mesma, com toda a genesi e impressoes. O diretor dizia que era uma chance unica, no mesmo espaco cenico cabiam o acerto e o erro. Bastava um passo em direcao a um deles. Entao, o erro! Uma personagem qualquer que andava por ai, dirigida por um diretor pouco experiente talvez, se esbarra no erro e cai.
Experimenta a incerteza do desconhecido, da mudanca, viaja por lugares diversos, conhece outras personagens que contribuem para a constatacao do tombo. Quebra a cara, sente o baque da decepcao. A cena agora e vazia de elementos, nao ha cenario e sim um pano preto e riscos de giz ao chao que demarcam limites, nao ha trabalho, dinheiro, nao ha pessoa amada, nao ha nada que nao seja caos.
O tecido preto e sujo de desespero, de vergonha, as luzes iluminam a sensacao de perda: azul para arrependimento, ambar para a dificuldade e para o ocio, o vermelho ofusca o amor queimando seu corpo e sob a incandescente luz branca, silencio, nada, falta de rumo. Estao personagem e diretor agora na boca de cena. A atmosfera e essa ja descrita, ao fundo uma musica triste qualquer toca as maos em riste e o monologo e lentamente sobreposto por uma cortina densa. Nao ha aplausos, nao ha vaias, nao ha nada alem do fosso.
Atras daquela cortina, agora vendo da plateia, ainda estao imoveis personagem e diretor com a certeza do erro, sem saber como repara-lo. Sou personagem e diretor, vivo o monologo de uma vida so num teatro amador qualquer por ai.
Juliano Hollivier
Sharm El Sheik - Egypt
Saturday, September 30, 2006
Essência
Juliano Hollivier
Saturday, June 17, 2006
O Diabo Espancado
guiado pela dor que latejava o pescoço, as mãos, os dedos das mãos
o peito tomava a frente e me empurrava até o local fatídico
tinha sido mais uma noite de sono não dormido
de vidros pinicando na cama
de ódio cutucado pela curta vara do ciúme
Levantei obstinado, predestinado, obcecado
necessitado de uma explicação, de outra tentativa de conversa
de uma possibilidade de trégua, de uma tranquilidade que nunca viria
Caminhei os passos pesados do Anjo que já havia caído um dia
que já havia renascido e viajado em sua tentativa suicida sem sucesso.
Aquele parapeito foi neste dia o trajeto de uma rua que apenas muda de nome
De repente me vi frente a frente com aquilo que mais detestava nas pessoas:
o ódio agressivo que as tira do eixo.
Após ouvir o que já sabia intuitivamente sobre mais outra traição
não vi, não senti, não pensei, não premeditei, não amei como deveria,
e sim surrei, soquei, explodi, pulei em cima, machuquei,
e destrui tudo o que podia ser feito ou tinha sido feito de bom entre duas pessoas que se amam.
Em questão de segundos tudo foi ao chão, o respeito, o amor, a paixão
o brio, a admiração, o olhar mareado de espanto, de horror, de medo,
Via em seus olhos a tremenda merda que tinha feito,
aquele brilho, de uma certa prata que um dia valorizou e enalteceu seu olhar em mim
estava agora sujo de sangue, de lágrimas roxas e hematomas.
Mas alí naquele momento vivi o que deveria mudar o sentido da minha vida
espanquei meu amor como se pudesse destruí-lo alí mesmo
como se aquilo iria trazer a paz que almejava e a dor causada
por amar pudesse ser espancada junto, aniquilada.
Havia uma necessidade imensa em deixar marcas naquele corpo,
naquela alma que a mim parecia tão fria, tão puta, tão filha-da-puta.
E assim o fiz e só parei quando percebi que meu nariz escorria sangue,
quando vi que estava mais machucado e se não saísse dalí
acabariamos ou um ou outro no chão.
O espelho no elevador me refletia podre, sujo, machucado,
a rua olhava curiosa até puxar meu corpo, que caiu na calçada
aos prantos, perdido, doído, arrependido!
Como não poderia deixar de ser um anjo ajudou-me levantar,
especulações Divinas talvez, já que era morador daquela mesma
calçada, dizia se comover com a cena.
O trajeto de volta com certeza foi muito mais difícil, os passos largos
mais doídos, mais pesados.
Alguns dias se passaram pra misturar todas as sensações
e perceber que fui o próprio diabo, espancado.
O fogo entrou comigo naquele lugar e
ainda que a iniciativa fosse apenas uma conversa, ele iria queimar.
E essas sensações todas se resumiram em arrependimento,
em arrependimento, em arrependimento, e arrepender-se
significa prostar-se diante Dele e suplicar por perdão!
Hoje esse Diabo que espancou, espancado suplica:
Perdão, perdão, perdão. . .
Juliano Hollivier
Wednesday, June 14, 2006
Olhar
Descobre-se além deste tecido
Uma cativa alegria, um gostoso toque de imaturidade
Porque maduras são as idéias, vividas talvez,
a experiência que quem sabe se fez
o tornando assim: toque, riso, cheiro, pleno.
Imatura é apenas a impressão que deixa
lindamente no ar com o mesmo olhar
confiante, que atravessa, que arrebata,
um olhar amigo, um olhar que ajuda
a todos, solidariamente preenchido de amor
ao próximo, seja ele quem for...
Avanço pela cortina do riso
e descubro muito mais que tudo isso
encontro a segurança da amizade.
E isto é tão bom quanto qualquer outra coisa,
talvez melhor, resta então viver esse olhar
esse toque amigo, o cheiro familiar,
a plenitude de uma companhia tão maravilhosa.
Ao menos que esta segurança não seja o único desejo.
Atrás da cortina há o Sorriso,
o Olhar, a Bondade, o Perfume, a Amizade.
Continue neste palco, à maneira como está,
que receberá sempre aplausos,
sinceros aplausos de pessoas admiradas,
E encerre seu show também com o Olhar pois
Divino é o Olhar que desnuda a alma!
Juliano Hollivier
Monday, June 12, 2006
Killing Someone
'Killing me softly with this song'
ondas and waves de um rádio qualquer
navegadas pelo cansaço of the boat that´s to live.
This song has much off me
não por que aprecio mas por que a ouço hoje, at this moment!
Sinto morrer aos poucos, aos trancos e barrancos,
aos tropeços and stand up´s da vida.
Each minut lived is a minus minut to live.
Horror? Não, constatação...apenas.
Timing is running e a gente vai ficando atrás das lembranças.
Good remembers se transformam em saudades,
Más lembranças em arrependimento talvez,
porém me pego pensando no que significa isso tudo,
essa insatisfação humana que me percorre e corre o mundo.
How more felicity we feel than much more we wish...
Quanto mais tristezas te derrubam maior a necessidade de nos provar CAPACIDADE.
Pra que tudo isso?
Um enorme e sonoro "PUTAQUEOPARIU" pra quem quiser ouvir ou gritar...
Crise existencial é um preço justo? Ou a superficialidade é um presente e não sabia?
Today is just a day, e amanhã não será diferente
a menos que essa música don´t play again!
Killing the idiot that played this song.
Juliano Hollivier
Wednesday, May 17, 2006
SORRISO
Branco de titânio,
Brilha tanto que ofusca os olhares insensíveis,
Brilha muito que encanta o toque dos sensíveis,
Sorriso lindo capaz de engolir as almas disponíveis e também as compromissadas,
É a cortina do espetáculo da alma,
Um sorriso lindo, belo, enaltece a face, valoriza o Eu, fragiliza a todos de maneira gostosa, conquista a confiança de pessoas que amam.
Sorrir é amar, é ser amado, é ser do bem, é bem querer.
E sorrindo lindamente continue, que esta é uma qualidade de poucos.
Uma característica tão bonita que eleva à mais alta conta,
ao mais alto patamar dos bem-aventurados anjos belos,
Sorrir faz-lhe Divino.
Juliano Hollivier
Thursday, May 11, 2006
Reencontro
Dois mil e seiscentos quilômetros voados para um local que sugerisse paz e o orgulho de poder desfrutar daquela oportunidade imperava. Momentos de alegria, poucos e intensos, e medo, muito medo, muitos, do novo, do distanciamento, da incerteza de que conseguiria alí tudo o que buscava em mim. Parecia óbvio o insucesso. Foi quando alguém que conheci veio para me auxiliar. Um amigo colocado naquele momento em minha vida pelo meu anjo da guarda, acredito nisso com fé. Esse amigo me fez ver a pessoa que sou e que posso ser, me fez acreditar que a felicidade estava alí, aqui, ao nosso lado, na vista daquele mar lindo, no som da maré ou nas cores dos cavalos marinhos que vimos.
Percebi que se não conseguia encontrar a felicidade dentro de mim, podia ao menos procurá-la nas ações da natureza e nas atitudes de amigos, como as dele. Em pouco tempo estava concretizada uma relação de amizade verdadeira, provando pra mim que era possível se reerguer com dignidade.
Esse amigo hoje está seguindo seu caminho, se mudando pra Itália e tão pouco tempo de amizade já é suficiente pra saudade bater. Quis trazer outros grandes amigos aqui para que todos juntos possamos desfrutar esse tempo maravilhoso passados ao lado de cada um, nos divertindo, sorrindo e nos emocionando, pois é tudo isso o que consegui reencontrar, graças à ajuda dele e de todos também, reencontrar dentro de mim: o amor à vida!
Juliano Hollivier
Thursday, April 20, 2006
Linda Santa Catarina em Joana Evangelista
Há um tempo um telefonema, um recado meu em sua caixa postal, a espera.
Novamente outra ligação e mais outra e mais outra e nada do seu retorno.
Só queria te conhecer e me apresentar, fazer parte do seu chico trabalho.
Quando enfim ouvi tua voz uma foto preencheu meu olho: você negra, alta, lábios carnudos, cabelo rasta até a bunda, toda buarquena, linda, gostosa.
Era a voz de peito, de alguem que fumava muito, com unhas compridas, lindas, pintadas de café.
Senti em nosso papo uma certa resistência, parecia que era ocupada demais para me conhecer,
ou deixar-me explicar o por quê do telefonema.
Depois de saber da minha intenção em entrar na Vila ainda fiquei com a sensação de que não me queria.
Cacete, como assim se nem ao menos me conhecia?
Minha insistência e perseverança foram maiores que a primeira impressão, fui até lá, e te vi.
Risos, muitos risos, pois onde estava a Naomi, cadê a Campbell da minha imaginação?
Então comecei a prestar atenção em ti, delicadamente mignonzinha, pele mais clara que pêssego, um metro e meio de doçura, vestida como alguém de muita personalidade, brilhante, seus cabelos, ah ah seus cabelos, nem rasta, nem malvados, como dizem, mas sim tão lisos que escorriam seu sorriso lindo.
Minha paixão por você foi assim, na mesma hora, mas uma paixão não de homem-mulher, paixão de ser para ser. Louco demais, aquela primeira impressão difícil se desfez quando vi que ao menos tinha acertado o fato do cigarro...rss!
Já estava na Vila e fui conhecendo-a aos poucos, sua capacidade, seu profissionalismo, vi o diamante que brilha em vc. E isso me deixou orgulhoso demais, pois tu és do interior amiga, como eu, e a prova mais viva de que podemos ser artistas brilhantes.
A Bingo me provou seu humor gostoso, divertido, que dá vontade de levar pra casa, no colo, e pôr pra dormir.....como disse minha mãe: " - Que lindo néh?". Pois é, que lindo e que belo não é mesmo? Te ver no palco 35 kgs mais pesada, rss, e maravilhosamente bela, com seu corpo de menina, me faz crer que o beijo dado em meu DRT é uma bênção, da Santa Catarina, e agradeço todos os dias por aquela ligação aos 13 de Agosto de 2005.
Quando deixa cair seu figurino de trinta e cinco kilos, Linda Santa Catarina em Joana Evangelista mostrando seu corpo, a Nora Toledo cega nossos olhos, de tanto brilho, de tanta luz que emana. Você está linda, nos convence do quão Divina é; e meu orgulho aumentou tanto, mas tanto, que além da admiração que já tinha por você, hj posso dizer e sentir uma amizade por ti que é maravilhosa. Não tenha dúvidas da beleza do espetáculo, isso não é "confete" e pra mim, a energia presente é enigmática, feminista sem pejoração, bela, plasticamente bela e do bem, sim, uma vibração do Bem.
Joana Evangelista, A Vida na Praça Roosevelt, Filosofia na Alcova, Chico em Obras entre tantas outras e na Vila ao meio-dia quero sempre vê-la inteira, desnuda, maravilhosa como tu és!
Amo você professora, atriz, diretora, amiga, amante???....ah ah ah!
Beijo imenso!
Juh
Tuesday, February 07, 2006
Cacos de Vidro
Divisa mediana entre loucura e sanidade,
Divina semelhança entre amor e odio?
Vive na carne a sensação do estilhaço.
Os vidros rompem os gritos, o choro e a incompreensão;
dividem-se alma, cabeça e coração,
e por este coração o amor escorre.
Já dito antes pêndulo,
já visto antes cenas tristes e felizes,
mas nenhum dia se assemelha ao outro
assim como sentimentos não se apoiam em regras.
Um dia que marcou forte, quase um corte,
os vidrilhos ao chão eram meus próprios cacos.
Sano ou não, um resultado louco do silêncio ao telefone,
da indiferença, da falta de vontade em conversar.
Vive na carne a sensação do estilhaço,
os vidros rompem os gritos, o choro e a imcompreensão
dividem-se alma, cabeça e coração
e neste coração o amor questiona:
como sobreviver sem seu toque, seu o meu toque, sem o toque das mãos de Deus?
Juliano Hollivier
Friday, December 02, 2005
Meu Dom
meu orgulho, meu desfrute.
Tenho em ti um seguro, um porto,
onde aporto meu amor, meus amores,
meu carinho, minhas dores.
E por ti, em si só, quero sempre
surpreender, superar, cair e levantar,
Enfeitar o mundo com seus sonhos,
nossos sonhos, nossa amizade.
E fazer reluzir o meu Dom, o dom de te amar sempre.
Juliano Hollivier
Friday, August 12, 2005
... E o anjo caiu!
Horas e mais horas são gastas em tentativas sem sucesso de um entendimento, de um bálsamo qualquer que ilumine os cantos. As asas já não levantam vôo, já não transportam a paz, nem a alegria. O manto não cobre nada a não ser o corpo, vazio. Num toque a mensagem é enviada, e noutro ignorada. E essa indiferença, mesmo que despretenciosa, confirmam o esmo. Tão logo segue-se o trajeto ao peito que pára, o caminho certo ao vôo sem asas. E indo se vai, ao mesmo tempo que um filme se projeta no vácuo das paredes, nos músculos de um coração qualquer. O caminho termina, na beira, ou quem sabe começa!
Resta crer no propósito das mensagens, para uns de um jeito, para outros de outro. O sentido desta li ao voltar ao computador quando me conectei novamente, após aquele encontro ridículo, sem sucesso. Ao abrir minha caixa leio a mensagem do Anjo: "Não vale a pena quando ainda há quem sofra sua falta!". A televisão ligada gritava sobre alguém que tinha se jogado do vigésimo andar de um edifício muito rico, e que inexplicavelmente teria voado e sumido!
Juliano Hollivier










